Reaproveitamento da água em condomínios

Mogi aprova lei que obriga condomínios a reaproveitar água. Texto aprovado no último dia 8 vale para empreendimentos novos. Executivo terá 15 dias para aprovar, vetar ou devolver projeto ao legislativo.

A Câmara de Mogi das Cruzes aprovou em sessão ordinária de terça-feira (8), o projeto de lei que torna obrigatória a instalação de sistemas para reaproveitamento de água da chuva em construções de novos condomínios residenciais com mais de dez famílias.

O texto de autoria do vereador Caio Cunha (PV), prevê que a implantação desse sistema será fator condicional para que a Prefeitura possa obter o “habite-se” e o registro na Prefeitura. O projeto segue para sanção do prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) em até dez dias, e o Executivo terá prazo de 15 dias para vetá-lo, aprová-lo ou devolvê-lo à Casa de Leis.

    “Em Mogi, o único condomínio que conta com um sistema parecido fica em César de Sousa. Desde 2002, tem lei na cidade que prevê que condomínios devem ter algum tipo de reservatório para captar água da chuva. Ela pode ser usada para descarga sanitária, jardins, etc”, destacou Cunha.

A intenção é que a água armazenada possa ser utilizada para regar jardins, limpar áreas comuns e em descarga de vasos sanitários, proporcionando economia de água tratada. Na tribuna, o vereador do PV falou sobre os motivos que o levaram a apresentar a proposta.

    “Neste feriado choveu muito em Mogi e dá uma agonia ver literalmente todo o volume indo por água abaixo. Por isso elaboramos este projeto para captação e reuso de águas de chuvas. Novos empreendimentos imobiliários serão obrigados a implantar o sistema para o desenvolvimento sustentável”.

Outro a defender a ideia foi Chico Bezerra (PSB). “Este projeto tem importância fundamental. No Hospital Municipal foi feita cisterna para aproveitar água nos banheiros. Vamos ter grande economia. Nasci no Ceará, onde praticamente todas as casas têm cisterna de água por causa da seca no Nordeste. Temos que aprovar e elogiar o projeto do vereador Caio Cunha”.

Fonte: G1